11/05/2025
O testemunho de uma mãe | Pastor Douglas Nomura

Mensagem do Pastor Douglas Nomura em homenagem às mães da Casa de Oração Hefzibá - Igreja Pentecostal (Maio de 2025).
O testemunho de uma mãe
Pouco se sabe a meu respeito. Minha biografia não foi objeto de maior atenção. Não que não tivesse relevância. Não é isso. O que se sabe é o que se deve saber. No entanto, gostaria de compartilhar parte de minha história, ao menos daquela que devo testemunhar para agradecer ao Deus de meu pai Israel que preservou meu nome através do nome de meu filho. Tenho certeza que você o conhece. Ele se chama “Moisés”.
Levi é o nome de meu pai e Coate o de meu irmão. Nasci no Egito e presenciei a dura escravidão de meu povo que, de tão aflito, clamou ao Deus de meus pais, Abraão, Isaque e Jacó, que ouviu o seu gemido e atentou para a sua condição triste.
Foi nesse período que descobri que estava grávida. Que alegria invadiu meu coração! Não que era o primogênito, pois já era mãe. Descobri que era um menino. Como todo filho, sua chegada foi muito comemorada por mim e por meu marido Anrão.
A alegria, porém, transformou-se em temor, quando, por ordem do rei do Egito, todos os meninos deveriam ser mortos. Meu filho e todos os demais meninos de minhas irmãs nasceram sentenciados à morte. Que tristeza! Como conviver com a realidade de que perderia meu filho para sempre, sem antes desfrutar do prazer de sua convivência?
Meu filho não era apenas formoso aos meus olhos e de meu marido. Era formoso, antes, aos olhos de Deus. Tal foi a sua característica que o diferenciou de modo ímpar. Uma mãe que enxerga em seu filho uma beleza aos olhos de Deus. Consegui escondê-lo por três meses. Não mais do que isso. Chegou a hora da despedida.
Como entender os propósitos de Deus, que conduziria os rumos da história de meu povo para que Sua promessa se cumprisse, tomando em Seus braços meu filho amado. Essa esperança acalentou meu coração e deu a segurança de que o Deus de meus pais, o Deus da aliança, protegeria meu filho, formoso por dentro, formoso por fora.
De fato, o que aconteceu foi um grande milagre. Meu filho, sentenciado à morte, foi resgatado das águas do rio Nilo não menos pela filha do carrasco, pois Deus colocou compaixão em seu coração para adotá-lo, retirando-o do cadafalso. Minha filha viu tudo. Foi extraordinário, pois, além de resgatá-lo das águas da morte, também dedicou a meu filho os cuidados de um menino da realeza, embora fosse um hebreu.
Mais extraordinário ainda foi o que aconteceu logo depois disso: fui designada e assalariada para amamentar meu filho, ainda que o pudesse fazer voluntária e graciosamente sem nenhuma retribuição. Afinal de contas, era meu filho amado.
Meu filho teve acesso à melhor educação da época. Viveu como um palaciano. Meu menino, um hebreu dantes condenado à morte, agora passeia pelos suntuosos corredores do palácio egípcio, como um verdadeiro herdeiro do trono real. Como explicar essa história? Meu choro converteu-se em riso, minha tristeza em alegria.
Meu filho, na verdade, estava sendo preparado por Deus para tornar-se um homem de muito valor. A história que em, seu início, era ameaçadora e alarmante, transforma-se no testemunho do propósito do Deus de meus pais, o meu Deus, que salvou o meu filho das águas da morte para encaminhá-lo para o cumprimento de Seus planos de vida.
Até o final de sua vida meu filho serviu ao meu Deus. Ele foi ameaçado, difamado, desrespeitado, desacreditado e ferido em sua fé. O meu Deus, porém, que primeiro o preservou das águas, também o preservou das seduções do palácio e depois das setas da incredulidade que atingiram infelizmente meu povo no deserto das provações.
Esse, brevemente, é meu testemunho. Sei que você não conhece profundamente minha história. Você conhece o que deve conhecer, pois foi escrito de mim o que deveria ser escrito de mim. Todavia, há uma história que não foi escrita em páginas, mas no testemunho do meu Deus que esteve com minha maternidade, desde o inicio.
Parabéns a todas as mães que, como eu, geraram também muitos servos valorosos que, em suas histórias debaixo do sol, quem sabe teriam uma memória triste e amarga se não fosse o meu Deus, o Deus de meus pais, que é o Deus de nossos filhos.
Meu nome significa “glorificada por Deus” ou “Yahweh é a glória”. Ao meu Deus a glória. Ao nosso Deus, a glória. Felizes somos nós, mães, que carregamos em nosso nome e em nossa breve história, a glória do Deus que habita a eternidade!







